O papel dos media modernos em relação aos cartazes políticos

Texto crítico baseado na Masterclass com Mauricio Vico e José Bártolo

Os media de hoje em dia têm um papel muito variado no que toca ao cartaz político. Como referido na conferência, o problema do arquivo, divulgação e difusão dos conteúdos são de uma dinâmica completamente diferente nos dias de hoje. Notícias são divulgadas em tempo real, reações são gravadas, comentários e opiniões surgem segundos depois e, nem meras horas passadas, já existem artigos, caricaturas, memes e interpretações deste mesmo conteúdo.

O cartaz político não é exceção à regra.

O alcance do público hoje em dia é deveras enorme, o público tem hipótese de ter opiniões extremamente bem formadas, informação que permite a elaboração de críticas. O fenómeno da informação pode ser visto de dois prismas, um positivo e um negativo. Trago o exemplo cartaz do PS nos finais de 2015 que originou bastante polémica e veio atear fogos em todas as classes sociais no mesmo dia em que foram lançados.

O público tem um papel imediato e ativo no feedback enquanto à eficiência e impacto do cartaz político. 

Ação é tomada pelo público, estas ações reformam opiniões e intenções de voto. A política e os políticos estão mais expostos, o público tem opiniões mais pessoais e sentidas.  

Ao contraste com aquilo que aconteceu no movimento de esquerda durante o governo de Salvador Allende, o cartaz político não tem um papel tão direto nas influências que causa ao público, mas isso não quer dizer que a influência seja menor. O contrário pode ser até dito, o cartaz político vem, hoje em dia, fomentar mais discussão, gerar mais conteúdo, informar o público de vários acontecimentos e histórias. Com o auxílio digital, temos também os casos que surgem à superfície de entidades que tentam omitir e esconder informação, temos conteúdo que entra no fenómeno viral, e a censura torna o feitiço contra o feiticeiro. Estes fenómenos são impulsionados e tornados possíveis com o auxílio dos media modernos, e a inclusão e participação direta do público, quer de maneira séria e informada, ou de maneira humorística e de caricatura / paródia.

-Tiago Ferreira

14.10.2016

One thought on “O papel dos media modernos em relação aos cartazes políticos”

  1. Concordo com a opinião do Tiago num modo geral. Considero o tema pertinente visto que estamos num mestrado onde os novos media são uma das questões essenciais. Abordou a nova dinâmica do cartaz político, divulgação e difusão de conteúdos, algo que Mauricio Vico também abordou na conferência. Fala da ação-reação imediata e a forma de manifestação do público. Público esse que acaba por interpretar e divulgar, nos medias sociais, a informação que recebe das mais variadas formas. A realidade, tal como o Tiago afirma, é que o cartaz político não escapa a essa nova dinâmica do século XXI e o público reage rapidamente e tem uma postura interessante na forma como se manifesta.
    Deu como exemplo do cartaz do PS e do Donald Trump, que ajudam a reforçar a ideia que o público hoje têm ao seu alcance bastante informação, e facilmente pode usufruir dos media ou de suportes físicos e divulgar rapidamente a sua opinião, fazendo com que o tempo de ação reação, referido à pouco, seja ínfimo e principalmente divulgado em massas. E referindo-me ao cartaz do PS, esse público tem poder suficiente nos media sociais para “acabar” com um cartaz.
    No ultimo parágrafo, aborda o impacto que o cartaz político tem no público e como esse impacto difere entre a época de Salvador Allende e a actualidade. Também fala da censura e aborda os fenómenos virais, com os quais estamos todos familiarizados. Acho que são temas interessantes e que neste contexto de cartaz político/social é bastante pertinente, visto que aborda o cartaz político num contexto atual. Ainda aborda a maneira informada e consciente ou humorística/caricata como o público intervém, muitas vezes pode acabar por ser ofensivo ou abusivo, o que vai em busca do tema da censura e que podia ter sido interessante explorar mais, tal como o dos fenómenos virais, que pode ser bastante interessante no tema do cartaz político/social. Voltando ao cartaz do PS, achei bastante engraçado como o público com os media sociais tem a capacidade de derrotar uma campanha/cartaz, também é um ponto interessante no teu discurso.
    Concluindo, acho que o tema proposto foi bem escolhido, conseguiu ser objetivo em relação ao que queria abordar e complementou com bons exemplos. Só acho que poderia ter sido enriquecedor explorar mais um pouco alguns pontos fortes do texto.

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